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Vetorial reativa em maio siderúrgica comprada da MMX

Vetorial reativa em maio siderúrgica comprada da MMX

Depois de enfrentar restrições ambientais por conta do carvão vegetal, cuja dificuldade de comercialização e multas milionárias motivaram a MMX Metálicos a desistir do projeto, a Vetorial anuncia para maio a retomada operacional da siderúrgica de ferro-gusa em Maria Coelho. A planta foi adquirida em setembro de 2009 por R$ 126 milhões, incluindo indústria similar construída pelo grupo Eike Batista na Bolívia. 

A reativação da usina significa a geração imediata de pelo menos 300 empregos, diretos e indiretos, e aquece toda uma cadeia – comércio, terceirizados e tributos. O dono da empresa, que opera também em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, Gustavo Corrêa, declarou que estão sendo investidos de imediato R$ 5 milhões na planta e numa primeira fase serão contratados 150 trabalhadores. 

Quanto ao carvão, para alimentar a indústria, o empresário garantiu que o grupo contará com floresta própria. Serão 20 mil hectares até o final do ano incluindo terras arrendadas e produção independente. Em 2011, o ritmo de plantio deve subir para 10 mil hectares/ano e a meta é chegar a um maciço de 70 mil hectares de florestas de eucalipto para abastecer as unidades de Ribas do Rio Pardo, Campo Grande e Corumbá. 

Ritmo lento 

O funcionamento da ferro-gusa significa, ainda, a oferta de pelo menos mil postos de trabalho nos plantios de madeira. No ano passado a MMX demitiu 248 trabalhadores da usina, os quais, em grande maioria, serão absorvidos novamente. Um dos fornos da usina deve ser acionado entre 15 e 30 de maio, anunciou Gustavo, e nessa primeira fase serão contratados 150 operários –metalúrgicos e administrativos.

Por enquanto, cerca de 30 operários foram admitidos e trabalham na manutenção do forno 2. O ritmo ainda é lento e o parque industrial revela um aspecto de abandono, reflexo de sua paralisação desde novembro de 2008. Alguns operários retiram entulhos e limpam a área, tomada pelo mato. O setor administrativo ainda não opera. Um gerente e técnicos ocupam instalações ao lado dos fornos. 

Cargos e salários 

A meta da Vetorial é, gradativamente, processar a capacidade instalada da usina, de 30 mil toneladas mensal de ferro-gusa e os contratos estão sendo fechados com indústrias da Argentina, Chile e Estados Unidos, além do mercado interno (São Paulo e região Sul). O grupo está criando uma empresa para gerenciar a usina, a Vetorial Siderúrgica Corumbá, e também vai mudar a razão social da mineradora. 

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